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Aceleração do acesso à água potável está na pauta da ONUEncontro entre o presidente da AquaFed e da Abcon debateu a situação do saneamento básico no mundo e a participação do setor privado As empresas privadas são uma opção legítima para o avanço do acesso ao saneamento básico. Tanto que elas foram convocadas pelas Nações Unidas para discutir, em maio, as formas de acelerar o desenvolvimento de alternativas para que a população mundial tenha acesso a serviços de água e esgoto. Essa informação foi dada por Gérard Payen, presidente AquaFed – Federação Internacional de Operadores Privados de Água durante encontro com a diretoria da Abcon, na manhã do dia 04 de março de 2008. Na ocasião, o presidente da AquaFed e da Abcon, Yves Besse, discutiram um acordo de cooperação entre as entidades, que prevê a troca de informações técnicas, sociais e econômicas sobre a participação das empresas privadas na prestação de serviços de água e saneamento e a articulações de ações conjuntas para divulgar sua eficiência. Segundo o presidente da AquaFed, os operadores privados são fortes em tecnologia, têm capacidade de gestão e competência técnica para auxiliar o poder público nos problemas de saneamento. “Representamos empresas de 40 países“, informou Payen. “Uma das nossas missões é ajudá-las em concorrências, na formulação de contratos e disseminar entre elas informações sobre experiências que possam contribuir para o melhor atendimento das demandas”. “O Brasil vem mudando,” diz Yves Besse. “O governo federal fez a parte dele ao promulgar um conjunto de leis que definem regras claras e colocou à disposição do setor um importante volume de recursos.” Para o presidente da Abcon, está na hora da empresa privada ser vista como instrumento para implantação de políticas públicas. O representante internacional dos operadores privados cita como exemplo de bom entendimento do papel do operado privado o Chile. “Há 10 anos, o Chile só tratava 5% dos esgotos que coletava”, contou Payen. “O governo chamou as empresas privadas, fez um programa de tratamento e bateu o recorde mundial. Hoje o Chile trata 83% dos esgotos, uma média maior do que a de muitos países da Europa. No Brasil, a participação da iniciativa privada no setor de saneamento não passa de 5% na modalidade nas concessões plenas ou seja, 7 milhões de pessoas e, 2% em outras modalidades como, BOT, PPP, por exemplo, atendendo mais de 3 milhões de pessoas. “Temos capacidade para crescer para 30% nos próximos dez anos,” disse Besse. “Assim faremos se houver disposição política do poder público para resolver o problema do saneamento brasileiro”. AquaFed
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